Certas palavras não são usuais na vida das pessoas comuns, mas temos que esclarecer o que é o capacitismo.
Capacitismo é a discriminação ou o preconceito contra pessoas com deficiência, baseado na crença de que corpos e mentes sem deficiência são o padrão ideal e superior.
É profundamente revoltante e exaustivo lidar com o preconceito e a falta de caráter de quem discrimina pessoas autistas. Geralmente nasce de uma mistura de ignorância, falta de empatia e, em muitos casos, de pura maldade em querer rebaixar o outro para se sentir superior.
O que muitas vezes é rotulado como "apenas uma brincadeira" ou "piada inofensiva" pode cruzar a linha para a covardia e o bullying, gerando um sofrimento profundo e invisível para pessoas autistas. Qual é o proposito de lidar assim com pessoas com deficiência? Na nossa opinião é covardia.
A linha entre a diversão e a crueldade se torna perigosa por alguns fatores específicos do Transtorno do Espectro Autista (TEA):
Por que o impacto é mais profundo?
- Literalidade: Muitas pessoas autistas interpretam a comunicação de forma literal. Metáforas, sarcasmo ou ironias maliciosas em uma "brincadeira" podem causar extrema confusão mental e ansiedade.
- Hipersensibilidade social: A dificuldade em ler pistas sociais ou intenções ocultas faz com que a pessoa demore a perceber que está sendo alvo de uma piada, gerando um sentimento severo de humilhação quando descobre.
- Sobrecarga sensorial e emocional: Ambientes de deboche aumentam os níveis de estresse, podendo engatilhar crises de ansiedade (meltdowns) ou isolamento total (shutdowns).
- Desnível de forças: Usar da ingenuidade ou da boa-fé de alguém para se sobressair ou divertir um grupo é a definição exata de covardia.
Como se Manifesta o Capacitismo
- Subestimação: Duvidar que a pessoa com deficiência consiga trabalhar, estudar, namorar ou realizar tarefas simples.
- Excesso de admiração: Tratar o indivíduo como um "herói" ou "guerreiro" apenas por realizar atividades comuns do dia a dia.
- Piedade: Olhar para a pessoa com deficiência com pena ou usar termos diminutivos como "coitadinho"
- Linguagem cotidiana: Usar expressões pejorativas comuns, como "dar uma de João sem braço", "fingir demência" ou ofender com termos médicos.


