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Cidade
Publicada em 15/08/19 às 08:33h
Comissão discute revitalização de parque ecológico no Guará
O propositor da audiência pública, deputado Delmasso quer que, além da preservação, o parque se torne uma opção de lazer

Marco Túlio Alencar/CLDF


 (Foto: Rinaldo Morelli/CLDF)
A Comissão de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Ciência, Tecnologia, Meio Ambiente e Turismo (CDESCTMAT) realizou, nesta quarta-feira (14), uma audiência pública para debater com a comunidade e órgãos públicos a revitalização do Parque Ecológico Ezechias Heringer, no Guará. A ideia, segundo o autor da proposta, deputado Delmasso (PRB), é fazer com que o local se torne frequentado nos moldes de outros parques do DF, como o de Águas Claras e o Olhos D'Água, na Asa Norte: "Queremos que seja também uma opção do lazer, um point".
O Parque Ecológico Ezechias Heringer foi criado pela Lei no 1.826, de 13 de janeiro de 1998, para preservar "a grande diversidade da flora e da fauna, além do Córrego do Guará", que passa pelo local. De acordo com o parlamentar, é necessário apresentar à população o projeto arquitetônico previsto para o parque, além de definir um cronograma e os recursos, seguindo o plano de manejo daquela unidade ambiental, bem como todos os requisitos legais.
Superintendente de Unidades de Conservação, Biodiversidade e Água do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), Rejane Pieratti destacou algumas melhorias que o GDF já realizou no Parque Ezechias Heringer ao custo de R$ 328 milhões. Também salientou a necessidade de atuar contra os invasores dessas áreas de preservação, que causam sérios danos. Ela garantiu também que o projeto não prevê supressão de vegetação.
Além das reformas, que incluem melhor acessibilidade e mais equipamentos públicos de lazer que ficarão disponíveis para os moradores de toda a região, a revitalização vai permitir, por exemplo, implantar um programa permanente de educação ambiental (Parque Educador), sem a necessidade de deslocar os alunos daquela região para outras localidades.
As obras de recuperação, segundo técnicos da Novacap que apresentaram o projeto, deverão ser contratadas no início de 2020, baseando-se nas necessidades do local, seguindo o plano de manejo, que está disponível para consulta no site do Ibram. A administradora do Guará, Luciane Quintana, presente à reunião, destacou a importância da participação da comunidade nesse tipo de iniciativa.
Entre as diversas opiniões dos representantes dos moradores, foram tratadas questões como a realização de um projeto "exequível" e não "megalomaníaco", trazida pelo professor Clécio Oliveira, morador da cidade há mais de quatro décadas e crítico ao projeto. Por sua vez, José Gurgel, que abordou vários assuntos, chamou a atenção para as dificuldades financeiras do DF.
Outros temas apresentados: a necessidade de cuidados ambientais, por se tratar de uma área de extrema sensibilidade, daí o fato da classificação "parque ecológico"; a remoção dos chacareiros; a preocupação com o futuro daquela área com a construção da Via Interbairros (TransBrasília), que será objeto de uma audiência pública específica da CLDF; assim como, a importância do envolvimento comunitário para que o parque possa existir de fato.

Fonte: Núcleo de Jornalismo – Câmara Legislativa



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